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Foco na Carreira - Redatora-chefe de revista

sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Olá, queridas!
Vocês se lembram da nossa seção 'Foco na Carreira'? Não? Então clica aqui rapidinho e depois volta  para eu te mostrar como foi minha conversa com a Bruna Fioreti, a linda e poderosa Redatora-chefe da revista Glamour.

Bru, linda, na redação da Glamour.

Como um dos passos para saber o que fazer até chegar onde você quer é conversar com um profissional da área, fiquei eu me perguntando quem eu poderia entrevistar/conversar para saber o que fazer e chegar em UMA LINDAAAAAA REDAÇÃO DE REVISTA! *-*  Para quem não sabe o motivo dessa pequena empolgação é porque sou apaixonada por revistas e seria mesmo um sonho chegar lá, onde tudo acontece.

Pensei em algumas perguntinhas e mandei para a fofa da Bru Fioreti (sim, somos fofas e temos o mesmo nome e isso é um máximo! haha). Confesso que fiquei meio nervosa com tudo isso, mas tomei coragem e mandei. Quando vi a resposta do email mal acreditei que ela realmente iria  ceder essa pequena entrevista para As Alices, espero muito que isso ajude a vocês, que como eu, querem chegar a uma redação de revista, e a vocês que possuem outro foco para sua carreira. Tenho certeza que isso vai ter dar um up e vai te ajudar a saber qual o seu first step e também a perceber que o caminho não é tão fácil e lindo assim, você e eu ainda vamos passar muitas coisas até chegar lá no topo.

Equipe da Glamou com a edição de agosto na redação!

As Alices
: Vamos voltar para aquele momento importante e digamos que decisivo: a faculdade. Você sempre quis cursar jornalismo ou outros cursos passaram pela sua cabeça? E como chegou a escolha final?

Bruna Fioreti: Tive momentos de dúvida como toda pessoa ali na casa dos 17, 18 anos... Cogitei mentalmente fazer arquitetura ou moda, porque sempre amei desenhar, mas no fundo sempre soube que a comunicação estaria no meu destino. Nem sabia muito bem o que significava na prática ser uma jornalista, mas quando cheguei ao 3º ano eu simplesmente não pensava mais em fazer outra coisa. Escrever era uma coisa fácil e prazerosa pra mim. A decisão meio que fluiu, entende? Aí prestei apenas dois vestibulares, porque não tinha dinheiro pra mais inscrições - eu só poderia fazer faculdade pública. Passei na Unesp e fui com a cara e com a coragem. E aqui estou hoje...

AA: Qual foi seu primeiro estágio? Quando começou nele e foi passando por outros lugares que não era o que você queria, chegou a desistir do seu "job dream"?

BF: Na verdade, eu não fiz um estágio clássico como vejo acontecer muito aqui em SP. Em Bauru, tínhamos forte tradição de projetos acadêmicos e me embrenhei muito nisso. Ganhei bolsa da Fapesp, que não me permitia fazer outro estágio, e me dediquei à pesquisa na área de história e jornalismo - sempre amei isso. Depois que terminou, lá pelo terceiro ano, comecei a fazer coisinhas aqui e acolá e tudo me interessava. Entrei nuns projetos furados de jornal novo em Bauru, fiz frilas... Mas tudo informal. Fiquei super perdida pensando que eu não daria nada, sabe? É um período de muita dúvida, insegurança... Aí me formei e comecei a trabalhar no interior, em dois jornais simultaneamente - fora os mil frilinhas que eu pegava a preço de banana rs. Mas tudo me deu experiência de texto, apuração, relações no trabalho... Eu sofria, mas estava aprendendo. Até que passei no curso estado de jornalismo e me mudei pra SP. Aí me destaquei e cavei meu espacinho na chamada "grande imprensa". Até eu chegar na Glamour, que eu amo, fiz coisas super deliciosas (o jornal da tarde, por ex., na editoria de Variedades, que eu adorava!) e outras nem tanto... Mas isso também me ajudou a reconhecer e a ser grata quando cheguei aqui onde estou hoje, sabe? Quando vim trabalhar como moda e beleza eu me encontrei como nunca. Valeu a pena estar mais madura antes de chegar aqui.

AA:Quais dicas você pode dar para as garotas que estão em busca do job perfeito?

BF: Minha dica é se dedicar e ter humildade. Muito trabalho, muita leitura (as pessoas leem muita internet e pouco livro, acho que precisa de um balanço), muita paciência pra saber que a gente não sabe de nada mesmo... Um chefe experiente te diz coisas duras mas que devem ser absorvidas pra aprendizado. Saber ouvir e executar o que é pedido parece coisa rara no mercado jornalístico. Só aí um profissional já se destaca, entende? E tem mais: jornalista é jornalista 24h. Tudo é pauta, sempre tem notícia pra ser farejada. Não acredito em esquema das 9 às 18h. Se a pessoa pensa assim não serve pra redação, não vai nunca ser oustanding.
Equipe da Glamour recebendo o prêmio de marca do ano da Editora Globo.

AA
: Você já passou pelo Estadão, revista Hola! e Avon. Hoje está como redatora-chefe da Glamour, o que foi preciso para chegar aí e o que você  prepara para chegar mais longe?

BF: Foi preciso dedicação, amor pelo que eu faço e entrega mesmo das coisas práticas. Eu me considero uma executora, eu simplesmente faço. Gosto que minha chefe saiba que se está sob meu guarda-chuva a coisa vai acontecer. Não sou de dar desculpinha, de protelar, de deixar pra lá. E modéstia à parte sou ágil. Essas características certamente me ajudaram a crescer. Mas também nunca tive vergonha de levantar a mão e aceitar mais desafios. Primeiro entrego, depois eu vejo o resultado disso em cargo, promoção, salário. Eu ainda acredito em meritocracia. Pra quem surgiu "do nada" como eu, acreditar que talento e desempenho são premiados é fundamental.
Quanto a onde quero chegar, às vezes é meio nebuloso pra mim porque eu estou especialmente feliz com minha posição atual e com o que tenho crescido e aprendido nela. Óbvio que a principio penso que posso chegar a dirigir algum veículo um dia, eu aprendo todo dia um pouco sobre como isso funciona. Eu me preparo observando e trabalhando mesmo... E procuro não esquecer de onde eu vim nem de outras coisas da minha formação que não são exigidas no meu dia a dia mas que têm valor pra mim. Ler outras notícias, outros livros, ver outros filmes... Procuro conciliar um pouco minha dedicacão ao mundo da moda, da beleza e da internet - o universo Glamour - com outros elementos que, creio eu, me tornam mais completa como jornalista.

AA: Qual a importância do Networking? (Seja para jornalistas ou outras profissões).

BF: Fundamental, né? Sem pessoas a gente não consegue nada. No jornalismo então... Tudo são panelas, salvo casos de talentos fora da curva e de golpes de sorte. Uma vez que você conhece as pessoas e mostra a que veio, você passa a ser lembrado. Já fui indicada pra trabalhos por ex-chefes e já indiquei muuuuita gente também. É ilusão pensar que se chega longe na profissão sozinho.

AA: Você pode dar algumas dicas para quem ainda está no começo ?

BF: Acho que já dei acima. Mas meu conselho principal é dê um passo de cada vez. Aceite que subir de elevador não é o melhor caminho, porque a gente precisa estar preparado pra chegar no topo. Passo por passo, a gente se torna um profissional mais consistente, com mais repertório e mais inteligência emocional. Carreira sólida é construção. Requer tempo, suor, lágrimas rs. E tudo bem. A graça das coisas é mesmo o trajeto, mais que o desenlace, o fim - pode acreditar.

Da esquerda para direita: Bru (do Blog B by Me), Ju, Bru Fioreti e eu na SPFW 2014 (verão) s2 


Eu, Bru, Pauli (Editora-sênior da Glamour) e a Ju, na loja da GAP do Shopping JK Iguatemi. no #BacktoBlue 











































E então? Gostaram dessa pequena entrevista com a Bru? Quero saber o que acharam e também quem vocês gostariam de ver aqui dando dicas e contando como foi o seu caminho para chegar no topo! ;)

Beijo, beijo!

Bruna Camilo

3 comentários

  1. Nossa que legal, é um sonho escrever numa revista famosa, adoro quando leio e penso que sortuda, mas também talentosa que escreve a revista, adorei o post, beijinhos

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  2. Uou, que tudo!
    Gatinha, tem vídeo novo lá no meu canal, visite e se gostar se inscreva, beijinhos.
    Canal: http://www.youtube.com/user/isabelyrogrigues
    Blog: fasesdegarota.blogspot.com.br

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  3. Muito legal!!! Adorei a entrevista com a Bruna :)
    Beijos, Ana

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